sábado, 21 de novembro de 2009

O Pensamento de Platão - Alegoria da Caverna

Roteiro de Estudo
Tema: Alegoria da Caverna
Filme: Show de Truman

Sinopse: Show de Truman: Um homem tem sua vida inteira filmada e transmitida ao vivo pela TV, 24 horas por dia via satélite para todo o mundo, desde o seu nascimento. O filme começa a partir do episódio 10.909 desde o lançamento do Show. É o 30º ano ininterrupto de transmissão do "show" da vida de Truman Burbank como a primeira experiência de um "show real", pois Truman desconhece ser um personagem. Truman faz o “papel” de um corretor de seguros, é casado, e possui um amigo de infância, que sempre chega a sua casa com cervejas. Todos os dias cumprimenta seus vizinhos, da mesma forma, vai ao jornaleiro comprar revistas para sua mulher, encontra dois senhores que sempre prometem procurá-lo na seguradora.
Tudo acontece num grande estúdio, na verdade o maior estúdio cinematográfico do mundo, que ao lado da Muralha da China é a única construção humana visível do espaço, é uma ilha chamada Seahaven: as casas, as ruas, os automóveis, o céu, o mar, a lua, o anoitecer, e a chuva, tudo se passa dentro de uma enorme cúpula, mas Truman não conhece esses limites: ele nunca viajou, nunca saiu de sua cidade, nunca ultrapassou suas margens. Cerca de 5 mil câmeras, filmam cada movimento de Truman, milhares de pessoas trabalham dia e noite para que o show funcione com total verossimilhança com a realidade. É um mundo dentro de outro mundo. O criador do programa é Christof. O programa é transmitido sem nenhuma interrupção, nem mesmo intervalo publicitário. A publicidade é feita de maneira diferente, explica Christof em uma das poucas entrevistas que concede que “tudo está à venda” o que os atores comem, roupas, até mesmo as casas em que vivem. O entrevistador continua a entrevista com Christof e pergunta “por que Truman nunca pensou até agora em questionar a natureza do mundo em que vive?” Christof reponde dizendo que “aceitamos a realidade do mundo tal qual ela nos é apresentada, Truman pode ir embora quando quiser. Se tivesse algo mais que uma mínima ambição, se estivesse absolutamente decidido a descobrir a verdade, não poderíamos impedi-lo. Truman prefere a sua cela. O Show de Truman é uma variação muito interessante do Mito da Caverna de Platão, mas difere da alegoria de Platão em que apenas um prisioneiro se liberta para abandonar as sombras da caverna e conhecer o mundo real, no filme há apenas um prisioneiro, e os demais atores que entram e saem dela.
O filme está de acordo com a idéia do Mito da Caverna: poucos são os inclinados a distinguir entre o mundo das aparências e o mundo das realidades autênticas e poucos são os que se perguntam se vivem uma espécie de jogo de fantoches. Mas podemos imaginar, que se Platão visse o filme ele diria que nem mesmo Truman deixando de considerar como reais as sobras que passam na parede e tivesse podido descobrir os objetos que produzem estas sombras, não teria saído da caverna, não o que Platão considera como caverna. Teria que existir um segundo despertar por Truman em direção ao mundo das Formas, um mundo mais verdadeiro que o nosso.
Tudo no filme acontece dentro de um show de TV, quando assistimos com atenção é difícil não relacionar o mundo de Truman (onde vigora o poder de ilusão dos meios de comunicação) com o nosso mundo real.
Hoje os meios de comunicação são os veículos mais poderosos de propagação de opiniões e saber duvidoso. Ao paramos na frente do televisor, não seriamos também um prisioneiro do mundo das aparências?

O mito da Alegoria de Platão e o filme Show de Truman.
Podemos entender o filme “Show de Truman” como uma versão moderna do “Mito da Caverna” de Platão. É possível identificar no filme diversos elementos que permitem a associação das duas narrativas.

Elementos do filme “Show de Truman” que revelam o paralelo entre a obra de cinema e a Alegoria de Platão:
1. Descreva A “Caverna das Aparências” de Platão, como ela funciona? A ilha de Seaheaven é um grande cenário (um mundo falso) que também funciona como um cativeiro para o protagonista do filme Truman Burbank, que vive sua vida dentro dela sem saber que é o astro de reality show exibido em uma rede de televisão. Descreva esses dois mundos: (8 linhas)

2. Os prisioneiros do mito da caverna estão algemados, o que representa estas algemas? (3linhas)

3. Como podemos ver o aprisionamento no refletido do dia a dia (do cotidiano)?

4. O que pretende Truman Burbank na ilha? (5 linhas)

5. Quais os efeitos da rotina (seu cotidiano) e todas as estratégias subjetivas pensadas e aplicadas pelos mentores do reality show na vida Truman? (5 linhas)

6. Compare da alegoria da caverna o sujeito questionador e a partir daí percorre um doloroso caminho para fora da caverna, com Truman que também começa a questionar o mundo a sua volta e a partir daí percorre um árduo e doloroso caminho para sair da ilha e conhecer o mundo real. Explique esse comportamento comum tanto no filme como também na alegoria de Platão. (6 linhas)

7. Ambos personagens arriscam a vida nas narrativas, Truman para conseguri sair da ilha e o prisioneiro da caverna ao retornar para libertar seus amigos de cativeiro. Qual o sentido do retorno para a caverna? (5 linhas)

8. Qual a importância de buscar o caminho do novo, motivados por um desejo de saber para além do que conhecem presente nos personagens da alegoria da caverna e do filme? (4 linhas)

9. Compare O Show de Truman e a nossa sociedade do espetáculo, a qual fazemos parte em nosso cotidiano? (5linhas) 

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Orientações sobre a atividade

Olá!

Venho por meio deste pedir para que você e sua equipe de trabalho de filosofia, que desenvolva uma interpretação sobre a Alegoria da Caverna, destacando o sentido simbólico da Alegoria da Caverna (Não é necessário um comentário extenso, mas um comentário significativo).

Estou enviando esse matéria como atividade extra classe, devido não ser possível de posta os comentário na escola. Aqueles alunos que puderem contribui agradeço desde já, devido esse trabalho ser parte de uma pesquisa de conclusão de uma especialização em Informática na Educação. Desde muito obrigado pela contribuição.

OBS: os comentário deverão ser postado no próprio blog. http://mitocaverna.blogspot.com/


Gentilmente,

Profº Josemi

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Das trevas a luz: Platão e a Alegoria da Caverna

Platão 9427-347 a.C) . formulou uma história conhecida como alegoria da caverna. Nela, há algumas pessoas que estão lá desde crianças, amarradas pelas pernas e pelo pescoço, de costas para a entrada da caverna, impedidas de saírem dali. Da luz que vem de fora e que se projeta no fundo da caverna,estas pessoas vêem as sombras de outras pessoas que passavam carregando toda espécie de objetos fora da caverna, estes prisioneiros ainda ouvem o eco dos barulhos que vêm lá de fora, já que lá alguns caminham conversando com outros- os prisioneiros pensam, portanto, que a realidade a sombra que vêem e o eco que ouvem.
Estes prisioneiros faziam até concursos e concediam prêmios aos que distinguiam da melhor forma as sombras que eram observadas, aos que conseguiam primeiramente notar quais delas passavam e quais delas passavam acompanhadas de outras e, por fim, até de prever as próximas sombras que passariam.
Se fossem libertados, os prisioneiros continuariam a pensar que as sombras eram, de fato, oque havia de real no mundo; porém caminhariam para fora da caverna e teriam a vista ofuscada,pouco a pouco acostumariam-se com a luz e conseguiriam a veras imagens deles mesmo projetadas na água, veriam os próprios objetos, veriam a lua e as estrelas. Já acostumados, conseguiriam voltar os olhos ao sol e o veriam, compreendendo enfim que ele seria o autor das projeções que haviam no fundo da caverna.
Ocorreu que um destes prisioneiros soltou-se e caminhou até a entrada da caverna, ele notou, então, que aquelas imagens vistas lá embaixo não passavam das sombras das coisas que estavam fora da caverna e que estas eram a realidade. Encantado com o que viu, ele retornou à caverna, já que sentiu enorme piedade dos seus companheiros de cárcere, contando tudo o que havia visto. Ele sentiu as trevas em seus olhos, já que havia se acostumados a olhar para a verdadeira luz, e tinha muita dificuldade em distinguir as sombras.

domingo, 7 de junho de 2009

Proposta de Pesquisa na Internet - A Alegoria da Caverna

Vamos Filosofar...

O que significa no texto caverna?

O que significa estar acorrentado ?

O que significa sair da caverna ?

Quem são as pessoas que saem da caverna?

Por que o prisioneiro volta a caverna?

Quais o simbolos que aparecem na Alegoria da Caverna? A partir da pesquisa atribua o significado referente aos simbolos selecionados:

Desenvolva a própria interpretação da equipe sobre a Alegoria da Caverna:

Relacione a narrativa textual de Platão, com a pintura de Van Gogh (Roda de prisioneiros):










Obs: A Reflexão poderá ser apresentada em forma de tópico ou texto. As reflexões e pesquisas deverão ser postadas no espaço comentário, sendo mencionado o nome dos alunos no final do texto. Bom Trabalho!







Livro VII, "A República de Platão" - Alegoria da Caverna

Apresento aqui o texto completo referente à Alegoria da Caverna de Platão, esta é uma tradução de Enrico Corvisieri publicada na coleção “Os Pensadores”.

O diálogo é entre Sócrates e Glauco, escrito por Platão...


Sócrates - Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.


Glauco - Estou vendo.

Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.

Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.

Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?


Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?

Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?

Glauco - É bem possível.

Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?

Glauco - Sim, por Zeus!

Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.

Glauco - Assim terá de ser.

Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?

Glauco - Muito mais verdadeiras.

Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?

Glauco - Com toda a certeza.

Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?

Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.

Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.

Glauco - Sem dúvida.

Sócrates - Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.

Glauco - Necessariamente.

Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.

Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.

Sócrates - Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?

Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.

Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?

Glauco - Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.

Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?

Glauco - Por certo que sim.

Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?

Glauco - Sem nenhuma dúvida.


Bibliografia

PLATÃO. A República. (trad. Enrico Corvisieri) São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Col. Os Pensadores).